Após um período de juros elevados, seletividade na demanda e retração no acesso ao crédito, o mercado imobiliário brasileiro começa a sinalizar um forte movimento de recuperação em 2026. Este movimento é puxado, justamente, pelo retorno do crédito como motor da atividade.
Segundo especialistas do setor, vários fatores combinados devem ampliar o acesso ao financiamento, trazendo de volta famílias e potencializando operações em todos os segmentos. Veja como esse movimento está se desenhando e o que ele significa para o mercado.
Crédito volta ao centro do jogo
O consenso entre players e analistas é claro: o crédito volta a ser o principal impulsionador do mercado imobiliário em 2026. Após um ciclo de juros altos e maior seletividade, os sinais de redução nas taxas tornam o financiamento mais atrativo e acessível, especialmente para segmentos sensíveis ao custo do crédito, como a chamada classe média.
Essa recuperação do crédito pode traduzir-se em crescimento de vendas, retomada de confiança e maior liquidez entre os imóveis ofertados.
Financiamento mais acessível com queda de taxas
Especialistas projetam que uma redução de 2 a 3 pontos percentuais nas taxas de financiamento tende a tornar o crédito imobiliário mais acessível. Sobretudo para a classe média, que é mais sensível ao custo do crédito.
Essa melhora nas condições de juros não impacta apenas as simulações no papel: ela pode aumentar o número de famílias que conseguem realmente contratar um financiamento, ampliando a base de compradores no mercado.
➡️ Esse movimento tem efeito cascata: quando mais famílias conseguem crédito, mais negócios se concretizam, o que impulsiona oferta, vendas e a confiança geral no setor.
Mais famílias voltando ao financiamento
De acordo com dados da Abrainc, a cada 1% de queda na Selic, cerca de 160 mil famílias voltam a ter acesso ao financiamento habitacional.
Isso significa que, com juros mais baixos, o mercado pode ver um aumento consistente na quantidade de famílias elegíveis para crédito, trazendo mais compradores ativos e fortalecendo o ciclo de vendas.
O papel do Minha Casa Minha Vida
Outro grande protagonista desse movimento é o programa Minha Casa Minha Vida (atual estrutura de programas de habitação social). Em São Paulo, por exemplo, o programa já responde por 65% da produção imobiliária, um aumento significativo em relação aos ~45% observados até 2023.
Esse peso maior do Minha Casa Minha Vida não apenas indica maior liquidez e rapidez de vendas nesses segmentos, como também reforça a importância de políticas públicas alinhadas com a dinâmica de mercado para sustentar o crescimento.
Segmentos reagem de formas diferentes
Nem todos os segmentos do mercado se movimentam da mesma maneira frente às mudanças nas condições de crédito:
- Baixa renda: mais protegida por programas públicos reforçados, maior orçamento e tetos de preço mais elevados.
- Média renda (R$ 700 mil a R$ 1,5 mi): segmento mais pressionado pelo custo do financiamento, mas que se beneficia diretamente de juros menores.
- Alta renda (R$ 2 mi+): menos dependente de crédito tradicional, com maior capacidade de transações à vista ou via outras estruturas financeiras.
Esse comportamento heterogêneo mostra que, embora o cenário geral seja de recuperação, as estratégias de atuação no mercado devem ser segmentadas e ajustadas por perfil de cliente.
O que isso significa para o mercado imobiliário em 2026
- Mais famílias retomando o acesso ao crédito.
- Crédito como principal motor de dinamização do mercado.
- Programas habitacionais com participação crescente.
- Necessidade de estratégias segmentadas por renda e custo do crédito.
Para corretores e imobiliárias, essa combinação de fatores aponta para uma nova fase de oportunidades, baseada não apenas em volume de demanda, mas também em qualidade e previsibilidade de negociações.
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